Como
foi divulgado em alguns jornais locais, no dia 02/06/11, deflagrou um
incêndio nas instalações da Companhia Petroquímica do Barreiro,
tendo causado danos físicos em bombeiros que combateram o sinistro.
Em comunicado, o Sindicato SITE SUL, conhecendo a situação das
instalações e perante os acontecimentos verificados, informou
publicamente que havia contactado responsáveis da Protecção Civil,
tendo obtido alguma informação. No entanto, subsiste a exigência
da resolução dos problemas que ainda persistem, na medida em que,
face às informações obtidas, consideram os trabalhadores que ainda
não há garantia da necessária solução. O PCP, através do seu
grupo parlamentar na Assembleia da República, questionou o Governo
sobre o problema.
De
facto, muitas dezenas de recipientes com capacidade de 200 litros e
outras de menor dimensão, de produtos químicos considerados
resíduos perigosos para a saúde e para o ambiente, estão
espalhados e em degradação avançada, sem que haja a actuação das
entidades competentes. Em resultado da paragem da produção e
encerramento das instalações industriais, a irresponsabilidade em
relação às condições de segurança e às condições ambientais
têm vindo a manter-se.
Já
ocorreram intervenções cujo objectivo foi a retirada das
instalações de cerca de 14 toneladas de óxido de propileno,
intervenções que aconteceram após o Sindicato ter denunciado
publicamente a situação. No entanto, as condições para a saúde e
para o ambiente continuam, na opinião do Sindicato, a não serem
tratadas convenientemente. O mais grave, sublinha a estrutura
sindical, é que as instalações têm vindo ao longo do tempo a ser
roubadas e vandalizadas, antes e depois da decisão do Tribunal do
Comércio em relação ao processo de insolvência, e o responsável
da empresa não tem sido responsabilizado pela situação nas
instalações. Que se saiba não houve responsabilização quando da
retirada do óxido de propileno, porque a empresa estava à
responsabilidade do gestor de insolvência, mas também não foi
responsabilizado posteriormente.
Entretanto,
desmontaram e retiraram toneladas de metal (sucata) com elevado
valor, e o trabalho referente à defesa das condições de segurança,
saúde, ambiente e direitos dos trabalhadores não foram tidos em
conta. O SITE SUL considera que teria sido importante atribuir
responsabilidades, que não se tivesse assistido a irregularidades e
ausência de transparência, no entanto o que se torna necessário é
efectuar o trabalho de recolha e tratamento dos resíduos perigosos
presente nas instalações, evitando danos maiores para a saúde e
para o ambiente.
Os
deputados do PCP, Bruno Dias, Francisco Lopes e Paula Santos,
questionaram, através dos Ministérios do Ambiente e do Ordenamento
do Território e da Economia, que conhecimento tem o Governo sobre
esta situação, e quais as medidas tomadas pelas autoridades
competentes para fazer face a este problema.
O
Gabinete de Imprensa da DORS do PCP
14
de Julho de 2011