PCP questiona o Governo sobre os cortes na oferta dos TST na Península de Setúbal com impacto em mais de 90 carreiras

Esta nova redução na oferta atinge mais de 90 carreiras da rede da TST, e terá como consequência uma ainda maior dificuldade de deslocação das populações da península.

Com os sucessivos cortes que vem impondo aos utentes e à região, esta empresa desfere profundos golpes no sistema de transporte público e empurra desse modo mais utentes para o transporte individual, com enormes e negativas consequências económicas e ambientais e na degradação da qualidade de vida das populações.

Estas medidas levam ainda a uma quase completa ausência de mobilidade para cada vez mais amplos sectores da população, fustigados pelo empobrecimento generalizado que os sucessivos governos têm imposto.

Sabemos que a Autoridade Metropolitana de Transportes pediu às Câmaras Municipais da região pareceres sobre as medidas propostas pela TST. No entanto, antes que esteja terminado prazo para a sua emissão e posterior ponderação, já a empresa publicou na sua página na internet o anúncio da entrada em vigor dos cortes a partir de 1 Fevereiro.

Sobre esta situação os deputados comunistas colocam três questões. Em primeiro lugar, a colocação do anúncio destas medidas no site da empresa não chega para que os utentes e populações sejam informados, e é caso para perguntar se a ausência de uma adequada divulgação das medidas não tem por propósito calar a revolta das populações.

Em segundo lugar, desconhece-se a decisão da Autoridade Metropolitana de Transportes face aos pareceres negativos emitidos pelos Municípios. Mas o Governo do PSD/CDS não se pode esconder atrás da AMT fazendo de conta que não tem nada a ver com o assunto. Em terceiro lugar, estes cortes acontecem num período em que se assiste a aumentos dos preços dos passes e dos bilhetes. Ao contrário do marketing que a empresa e o Governo querem vender, os aumentos no início de 2014 foram bem superiores ao 1% anunciado, registando-se situações que ultrapassam os 5,7% (exemplo do passe de estudantes nas carreiras urbanas de Setúbal).

O PCP já manifestou o seu desacordo face aos cortes anunciados pela TST, e permitidos pelo Governo e Autoridade Metropolitana de Transportes, alertando para o facto de que o direito ao transporte e à mobilidade dos utentes e populações da região fica cada vez mais posto em causa.

Os deputados do PCP, Bruno Dias, Francisco Lopes e Paula Santos, quiseram saber como responde o Governo a esta redução da oferta de transporte público dos TST e que acompanhamento tem vindo a ser realizado pelo Governo e pelas autoridades que tutela, no que diz respeito às alterações nas carreiras dos TST.

Os deputados comunistas também interrogaram o Governo para saber qual a resposta deste a esta situação de, antes do prazo para a emissão e ponderação dos pareceres das autarquias locais, já a empresa TST ter publicado na sua página na internet o anúncio da entrada em vigor dos cortes a partir de 1 Fevereiro. Também questionaram o Governo para saber se este tenciona assumir as suas responsabilidades e desenvolver desta vez alguma iniciativa, ou vai continuar a agir como defensor dos interesses privados que controlam este sector.

O Gabinete de Imprensa da DORS do PCP