PCP questionou o Governo sobre a Escola Secundária João de Barros, no Concelho do Seixal

Há praticamente três anos letivos que parte da Escola Secundária João de Barros, no Concelho do Seixal, funciona em monoblocos, ou como vulgarmente designados – contentores - sem condições para acolher a atividade letiva. Ao longo destes anos estas estruturas foram-se degradando e o ruído existente origina maiores dificuldades na concentração de estudantes e professores, traduzindo-se num cansaço, nada saudável e que não contribui para o sucesso escolar.

O Governo informou o PCP que rescindiu o contrato com a empresa adjudicatária das obras de requalificação da Escola Secundária João de Barros, no Concelho do Seixal em 16 de novembro de 2012 e tomou a posse administrativa da empreitada em 23 de novembro de 2012. Referiu ainda que "iniciou os procedimentos conducentes ao lançamento do novo concurso público, que contempla a contratação dos projetistas para a preparação dos elementos necessários ao novo processo de concurso e posteriormente, ao lançamento do concurso público para a conclusão da empreitada, não sendo por isso possível, neste momento, antever a data de conclusão da empreitada de modernização desta escola".

A 7 de maio de 2012, o Governo informa que serão revistos os projetos das escolas com as obras suspensas, "assegurando medidas de racionalização e ajustamento em termos que garantam a otimização das infra-estruturas escolares com condições adequadas".

De há três anos lectivos até hoje, além do aluguer dos monoblocos, é assumido um pagamento mensal de cerca de cinco mil euros a uma entidade privada, para garantir a lecionação das aulas de educação física. A otimização que o Governo invoca para a revisão dos projetos, cai por terra, quando mensalmente são gastos milhares de euros, que poderiam ser canalizados para a conclusão das obras de requalificação da escola.

É urgente a tomada de medidas para concluir as obras nesta escola. No entanto estranhamos o facto de o Governo ter tomado posse administrativa no final do ano passado e ao fim de mais de sete meses ainda não abriu o concurso público.

Os deputados do PCP, Paula Santos, Francisco Lopes e Bruno Dias, interrogaram o Governo para saber qual o resultado da revisão do projeto desta escola e que alterações serão introduzidas no projeto. Mais quiseram saber os deputados comunistas, se, na revisão do projeto, foram tomadas decisões no sentido da racionalização e ajustamento para otimizar as infraestruturas e, também, tendo decorrido sete meses desde o ato de posse administrativa, porque ainda não foi aberto o concurso. Além disso, que trabalhos foram realizados neste período que justifiquem o decorrer de sete meses.

A bancada comunista quis também saber quando pretende o Governo abrir o concurso público para a preparação dos elementos que permitam abrir o concurso para a conclusão das obras, porque razão é que este trabalho não foi elaborado por técnicos do Ministério da Educação e qual o período estabelecido no concurso para a preparação desses elementos.